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Quem é o meu próximo
Vasilio Pradanoff
Publicado na edição 20 da Coluna

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Tivemos, em nossa igreja, o 1º Congresso Brasileiro de Diáconos Batistas cujo tema foi “Quem é o meu próximo?”.

Foi uma experiência pioneira em que houve a participação ativa dos diáconos, de nossa igreja, nos preparativos do congresso.

Antes do evento fiquei a perguntar-me que bênçãos que ele traria aos participantes. Baseado na parábola de Jesus, sobre o bom samaritano, aprendemos que aplicando a compaixão e misericórdia, podemos ganhar almas para Cristo. O pastor Irland Pereira de Azevedo citou vários casos. Um deles foi o de um diácono que, visitando uma irmã que havia tido um bebê recentemente, viu a necessidade dela, pois, em sua casa só havia uma cama para sentar-se, e como estava chovendo, havia uma goteira bem em cima da cama. Foi ao Pastor e aos diáconos informando a necessidade de a ajudarem. Naquela mesma noite, após o culto, foram debaixo de chuva até a sua casa que distava cerca de 1 km da igreja. Havia também 3 alicerces, construído pelo marido, cuja obra teve de parar, por falta de recursos. Resolveram também, além de consertarem o telhado, concluírem a obra para aumentar a casa. O marido, não crente, ficou emocionado e chorou ao saber que não precisava pagar nada. Conclusão: o marido converteu-se e tornou-se também um colaborador na obra de Deus. Citou mais 2 casos. Um contado por um Pastor, de uma pequena igreja do interior, do nosso estado. Estava pregando quando entrou e se sentou no último banco, um mendigo todo sujo, com roupas velhas e barba por fazer. O Pastor pediu que ele se sentasse na frente e providenciou água para beber. Como não bebeu toda a água, o Pastor bebeu o restante. No culto seguinte entrou um visitante, não reconhecido pelo Pastor, pois era o mendigo, agora bem vestido e barbeado, testemunhando que voltou a igreja não pelas palavras do Pastor, mas pela sua atitude que muito o impressionou. Também se converteu a Cristo.

O nosso próximo pode ser até alguém da família, bem junto a nós e que necessita da nossa ajuda. É o caso da irmã em Cristo, que estava a ponto de terminar o seu casamento, pois afirmava que jamais perdoaria o marido, pois a havia traído. Depois de aconselhada, por irmãos, resolveu perdoá-lo. Conclusão: o marido que não era crente rendeu-se a Cristo e o casamento não terminou.

Você mesmo deve conhecer exemplos de vidas que foram resgatadas, pelo testemunho de pessoas, como as citadas acima.

Este congresso foi uma exortação para nós todos, de que devemos olhar com compaixão e misericórdia, para o nosso próximo, pois Jesus morreu também por ele.

“O Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência e andes humildemente com o teu Deus?”

Miquéias 6.8b.

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